segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um amor nunca se escolhe...

Qual será o nome desse sentimento que une duas pessoas ao sofrimento? Será que todas as vezes em que sofreu por causa do companheiro, Marianne* chorou de amor? O que leva uma mulher a interromper o silêncio comum entre cliente e funcionário ao final de uma compra e desabafar a seguinte frase: "Eu sou uma mulher apaixonada!" Eu, que estava me retirando da cantina, sentei e ouvi um desabafo emocionado. A história resume-se ao seguinte: Menina de 13 anos, grávida, foge com o namorado e se casa contra a vontade do pai. Aos 18, já tinha duas filhas. Foram nove anos e meio de um casamento feliz e dois meses de inferno que culminaram com o divórcio. Algum tempo depois, novo casamento, nova filha e, após 10 anos, novo divórcio. Enquanto escuta um programa de 'flash back' musical no rádio em cima do balcão, ela me conta toda a sua trajetória de (des)amor, aventura, depressão, liberdade e a etapa mais recente: a certeza do amor-próprio. "Eu fazia tudo por ele, mulher. Mas agora eu sei que nessa vida só vale a pena o que a gente faz por si mesma". Depois dessa última lágrima, peguei do balcão minha garrafa de H2OH! e voltei ao trabalho. Voltei chorosa. Não por ela; por mim! Ela já aprendeu a lição. Mas eu ainda estou na fase do "faço tudo por ele".
Porque não aprender com ela?

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